27 de junho de 2009

cAnÇã0


Rompo o silêncio da saudade

Em correntes de amor e cetim

Cada canção, uma eternidade

Cada passo, uma viagem sem fim


Grito as memórias do que faz falta

Entre os aromas da pele e inquietação

Cada fuga, uma maré alta

Cada lágrima, solidão


Solto o meu peito sem me calar

Só por dor, paz e poesia

Cada adormecer, um novo acordar

Cada noite, um outro dia


7 comentários:

Maria disse...

Rompo esta saudade a cantar
No vai e vem de todas as marés
Na pele no olhar no verbo amar
E na espuma das ondas a beijar-te os pés

Sei do cheiro que me trespassa
E da cor da rocha feita leito
Em cada gaivota que aqui passa
Vai um pouco de nós, de qualquer jeito

Aqui respiro aqui amo e fico enfim
Nas memórias da minha inquietação
A presença do amor e do cetim
Guardo fechada, para sempre, no coração.

Beijo-te, Pedro

mariam disse...

Pedro,

sublime 'canção' esta !

...foi bom ter 'dito' 'presente'
...foi bom ouvir-te e a todos os outros artistas e cantar contigo...e com todos naquela naquela noite solidária :)
...foi bom ver os olhos felizes do homenageado.
...foi bom ver os 'teus frutos, a pequenina está 'demais'...

Deixo outra mão-cheia de cerejas e o meu sorriso :)
mariam

vou estar de férias as próximas semanas, com pena minha não poderei estar presente no dia 10 :(

Apenas eu disse...

Muito lindo :)

Já me estou a imaginar num lar, de preferência no mesmo que o teu :))
(lar da 3ª idade :))

Para me ouvires cantar :))

Beijo Grande e aquele abraço ;)

Papoila disse...

Adorei :)
Esse sentido do renascer presente em cada verso.

Um beijo
BF

Carminda Pinho disse...

Canção de canções feita.
"Oiço" por aqui, várias.
:)

Beijo, Pedro.

ausenda disse...

Ouvi este cantar
como maré alta...que se espraiou
no meu olhar!

A eternidade da palavra! Gostei!

Beijo

Parapeito disse...

...e com esta Canção vou daqui embalada em poesia
*****

aTuAaUsÊnCiA

A tua ausência morde-me o tempo e já não sei muito bem contar. Contar os dias que faltam ou contar os passos obrigatórios. Sabes que o me...