23 de setembro de 2010

eMbAl0


Deixo-me perder no embalo do Sol
Quando abandono os meus olhos ao destino
Trago a pele como o mar, um manto eterno, espelho de mim
Trago a voz como as ondas, um grito solto perdido e sem fim
Trago o abraço como o cheiro das algas, dançando nos sonhos de tanto
Trago-me apenas... no regaço que faço e desfaço, como um pranto...
Deixo-me ficar no embalo do Vento
Quando a saudade é tudo o que tenho
Um manto de pele sedenta
Um grito de voz que arde
Sonhos de abraços que nem sempre a distância aguenta
Prantos que meu regaço aconchega e que às vezes afugenta
Mais que um beijo, mais que um caminho
Trago-te apenas... e não estou sozinho!

6 comentários:

Maria disse...

Doce e manso é o teu embalo e fortes as palavras que aqui deixas.
Hoje deixo-te apenas uma leve aragem. Há dias assim...

OUTONO disse...

Há uma palavra...que escreve...amor, no interior da saudade mar...
Há um enleio...que agita a alma...no amor da saudade...
Há uma palavra...que não está sozinha...porque o Sol é parágrafo infinito!

M(im) disse...

Porque se pode ter tão mais não se tendo quase nada...
Belíssimo, Pedro!
Deixei-me embalar....

mariam [Maria Martins] disse...

Pedro,

embala-te o mar, o vento e o regaço e o sonho... embalas-nos...

Hoje, com mais tempo, vim 'ler-te'... MARAVILHOSA ESCRITA (como sempre)

Saio daqui mais rica...
Obrigada.

um abraço e o meu sorriso :)
mariam

Ailime disse...

Amigo,
Muito belo e envolvente o que escreve ditado pelo seu lindo coração.
Beijinhos,
Ailime

Anónimo disse...

embalas-me?

oTeMp0

O tempo que passa Leva uma flor ao vento Que se faz poesia e raça Fonte, porta e lamento Curva-se o peregrino Sem ter medo da desgra...