13 de janeiro de 2011

PeLoCaMiNh0qUeSeMpReFiZmEu


Por onde vais, dentro de tamanha incerteza?
Vou navegando sem rota nem destino, minha princesa...
Por onde navegas, dentro dessa inquietação?
Vou-me perdendo em mim, dentro do coração...
Por onde te perdes, se respiras um eterno lamento?
Vou à procura de tudo, do meu vento...
Por onde procuras, se tudo morre?
Vou gritando sozinho e ninguém me socorre...
Por onde gritas, se vestes a pele despida?
Vou desaguando nos leitos da minha vida...
Por onde desaguas, no silêncio que vem?
Vou-te encontrando agora, minha mãe...
Porque tens a certeza, se és poeta?
Frágil, frágil, como uma borboleta...
Porque tens a solidão, se és cor?
Fogo, fogo, como o amor...
Porque és canto, como a loucura?
Quente, quente, como a ternura...
Porque és tudo e nada, sempre outra vez?
Rente. Talvez.

4 comentários:

Maria disse...

Sei que não te perdes, porque és um poeta de veredas que percorres sem teres certezas. Porque pintas jardins de todas as cores onde semeias os teus amores. Porque os trilhos são lamento que percorres com o teu vento. Porque te recolhes no cansaço esperando que te dê um abraço.

Malu disse...

Perguntas e respostas encaixadas numa consonância perfeita, doce e delicada.
Lindo de se ler e sentir.
Abraço

mariam disse...

Pedro,

É belo o que escreves, sempre! Para quando outro livro?

Penitencio-me pelas ausências... aqui e em todos os espaços amigos da blogosfera... continuo sempre que posso a visitar-vos mas raramente deixo coment...
Boa continuação criativa!

um abraço e o meu sorriso :)
mariam

Carmo disse...

Perguntas a que o poeta responde com a clareza, porque é ao mesmo tempo espectador e actor.

Um abraço

Boa semana

LeGeNdA

Pac-man e suas princesas