22 de janeiro de 2011

eStEvEnToEsTeSiLêNcIo


Respiro este vento apressado
Nem sempre descanso
Levo um caminho cansado
Um passo doce e manso
Onde a saudade me faz cantar.
Só porque respiro e me deixo respirar...

Grito este silêncio ardente
Às vezes solto, outras fugidio
Os meus passos entre o passado e o presente
Corrente deste rio
Onde a saudade me faz chorar.
Só porque grito e me deixo gritar...

Dou tudo o que tenho, o abraço
Calor na voz, na mão
A viagem é assim, mais do que faço
A eterna inquietação
Onde a saudade me faz chegar.
Só porque dou e me deixo dar...

3 comentários:

Maria disse...

Queria dar-te outras palavras que eu mesma pudesse respirar. Mas o cansaço vence-me, embora precise de te respirar.

Sabes que é por seres assim que gosto de ti?

Abraço-te.

Ailime disse...

Gostava de o abraçar, de o ajudar a mitigar essa eterna dor.
Fico-me pela admiração com que leio nos seus poemas todo o amor e saudade que tem gravados no seu coração.
Um beijinho da
Ailime

Aquarela disse...

Maravilhoso! Parabens!
abraço

PoDeSeR

Pode ser que os dias sejam apenas ilusões Pode ser que cada sonho se limite ao sumo das canções Pode ser que um poema consiga abrir o mar Po...