16 de fevereiro de 2011

hOjE

Nos olhos claros. No sorriso aberto.
Respiro a janela de um passeio à beira-mar.
Minha mão, sempre longe e sempre perto.
O meu corpo, eterno abraçar!
.
Na voz rouca. Nas cores da dança.
Canto um silêncio que nunca calo.
Minha voz, eterna fonte de criança.
O meu grito, passo e embalo!
.
E fico no desassossego de mim
Sem saber da inquietude em ti.
Rio forte, liberdade em fernesim
Alma de um sangue que nunca vi.
.
E fico na paz de um vento assim
Sem saber dos caminhos em frente.
Maré profunda do meu jardim
Que em flor descansa finalmente.

4 comentários:

Maria disse...

Que se abram todas as portas e janelas para que respires esse passeio à beira mar, à beira noite, à beira chuva, à beira...
Que nunca se fechem os olhos claros e o sorriso aberto para que sorrias sempre não importa o tempo, o dia, a noite, não importa...
Sei do teu desassossego ainda que não me sintas. Saberás da minha inquietude sempre que quiseres...
Faço-te vento de mim, flor do meu jardim, maré de espuma sem fim, porque te quero assim.

E abraço-te. Tanto.

João de Sousa Teixeira disse...

Eis um belíssimo poema.
Meus cumprimentos
João de Sousa Teixeira

Carmo disse...

Poema de desassossego!
Fabuloso!

Um abraço
Boa semana

MIMO-TE disse...

:)
Que bom que é LER-TE!
Que frecura! Adorei!

Bjs Pedro!

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