27 de janeiro de 2015

iNtErCaLaDaMeNtE

Que do tempo o meu corpo se cansa
Silêncios e gritos tantos espalhados
Pesadelos e sonhos incontrolados
Sem repouso. E esperança?





Dessas nódoas, tatuagens sem fiança
Memórias trémulas, de queimar o fundo mais fundo
Passos em vão, se nada ficou profundo
Que do tempo o meu corpo se cansa

Raiva e sol, temporais dos dedos cansados
Na garganta rouca em demasia
Perdida entre a noite e o dia
Silêncios e gritos tantos espalhados



Vertigem louca em versos intercalados
Bailando embriagados rente ao espelho
Que os meus olhos estão velhos
Pesadelos e sonhos incontrolados

Vale a pena ficar na eterna dança
De um tempo que passa sem passar?
De um passo que fica sem ficar?
Sem repouso. E esperança?

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