21 de maio de 2011

dEiXaS-tE-mE

Deixaste-me um grito pousado no leito
Uma canção mais, um nó
Por ti, desfaço outra vez meu leito
Para que a minha voz nunca adormeça só

Deixaste-me a saudade brilhando no olhar
Um corpo pesado, um rio
Aqui, sirvo-me sempre de mim como o mar
Nas tempestades de te sentir um arrepio

Deixaste-me este poema eternamente
O passado, numa pele que ainda me dança
E choro, como um trapo que cai à minha frente
Sabendo que um dia, talvez, o tempo se alcança

1 comentário:

Maria disse...

A eterna inquietação de ti...

aTuAaUsÊnCiA

A tua ausência morde-me o tempo e já não sei muito bem contar. Contar os dias que faltam ou contar os passos obrigatórios. Sabes que o me...