8 de maio de 2011

dEsTaSpArEdEsBrAnCaS


Desta parede branca que todos os dias me passa à frente. Destas vozes que a cada momento invadem o meu sentir. Destes passos longos. Pesados. Por onde se perdem de repente os pedaços de nós que ainda estão por vir. Os sonhos. Respirações ao abrigo dos abrigos e das paredes brancas que guardam os silêncios fortes. Eu fico. Na leitura interior que se respira. Mesmo quando o nosso corpo transpira e as canções regressam. Não importa se a noite vem. Ou se o dia é cúmplice. Sonhar é o movimento dos nossos deuses. Mesmo na terra molhada que cheira a memória. Ou no seco pó que os Homens espalham pelos caminhos. Por isso é que a minha voz é rouca e triste. Ao sabor das lágrimas de amor. Dos segredos das flores. Das marés coloridas que rodopiam pelas praias. E tu, mão dada, vestes-me desta sofreguidão. Nos sonhos que se inventam e vão. Pelas paredes brancas... E o tempo passa.

1 comentário:

Ailime disse...

Amigo,
Quanta ternura, quanta saudade, quanto amor nas palavras que transbordam da sua alma.
Grata por partilhar.
Beijinhos,
Ailime

aLuCiNaÇã0

Prometo-te um poema de amor, meu amor. Sim, hei-de chamar-te "meu amor"... Posso, meu amor? Gosto da palavra "amor&quo...