26 de dezembro de 2012

ApReNdIzDeSiLêNcIoS

Ensinas-me o silêncio e eu não sei
Deixo o tempo a esvaziar...
Onde está o sorriso que te dei?
Guardado, a chorar...

Reforço-me no que não sou
Este calo que se cala assim...
Parece que tudo parou
Numa chaga que não se fecha em mim!

25 de dezembro de 2012

Ar0mA

Uma flor acordou
Bem juntinho ao meu sorriso.
Era um beijo de saudade
Que o vento me trouxe
Só para enfeitar o abraço.
Espelha o amor
E o tempo forte,
Embala-me e leva-me.

22 de dezembro de 2012

PeLoArEaLd0sSoNh0s

Rasgão nos silêncios das ondas
Sorriso deitado no areal
Não me digas nada, não me respondas
Que o penedo é um grito fatal

Aperta as cordas do teu cantar
Na força da minha mão
E navega os meus sonhos pelo mar
Como quem nina e beija uma canção

Aperta o regaço quente do amor
Pelas pegadas que ficam caídas 
Só assim sou poeta e cantor
No entrelaçar frágil das nossas vidas...

21 de dezembro de 2012

FeLiZ

Não me leves a morte numa paisagem
Deixa-me chorar à tua passagem
E ser feliz.
Cantar sempre o amor que te tenho
Abraçar de cada vez que regresso e venho
Para ser feliz.
Desfaço-me no mar que abro em ti
Aconchego mais um pedaço que parti
E fico feliz.
Por isso, amor meu
Que me cobres todo este céu
Me trazes feliz!

14 de dezembro de 2012

cHaMoArY

Para onde corre tanta gritaria, tanta revolta?
Para onde, no meio de poemas e canções
Que o povo ainda sabe de cor?
Avenidas e punhos fartos, de calos e caminhos...
Lágrimas e rugas como marcas de pele tatuadas
Nos rostos das memórias futuras...
Cegueira?
Vê-se tão pouco ao longe! 
Passos cansados e seguros juntos à tua voz
Que me enche este peito já frio
Do calor que ainda mora aqui:
Este das portas que abril abriu
No embalo fraterno da tua luta, Ary!
Para onde corre tanta gritaria, tanta revolta?
Para onde, no meio de poemas e canções
Que o povo ainda sabe de cor?
Avenidas e punhos fartos, de calos e caminhos...
Lágrimas e rugas como marcas de pele tatuadas
Nos rostos das memórias futuras...
Cegueira?
Vê-se tão pouco ao longe! 
Passos cansados e seguros juntos à tua voz
Que me enche este peito já frio
Do calor que ainda mora aqui:
Este das portas que abril abriu
No embalo fraterno da tua luta, Ary!
Para onde corre tanta gritaria, tanta revolta?
Para onde, no meio de poemas e canções
Que o povo ainda sabe de cor?
Avenidas e punhos fartos, de calos e caminhos...
Lágrimas e rugas como marcas de pele tatuadas
Nos rostos das memórias futuras...
Cegueira?
Vê-se tão pouco ao longe! 
Passos cansados e seguros juntos à tua voz
Que me enche este peito já frio
Do calor que ainda mora aqui:
Este das portas que abril abriu
No embalo fraterno da tua luta, Ary!
Para onde corre tanta gritaria, tanta revolta?
Para onde, no meio de poemas e canções
Que o povo ainda sabe de cor?
Avenidas e punhos fartos, de calos e caminhos...
Lágrimas e rugas como marcas de pele tatuadas
Nos rostos das memórias futuras...
Cegueira?
Vê-se tão pouco ao longe! 
Passos cansados e seguros juntos à tua voz
Que me enche este peito já frio
Do calor que ainda mora aqui:
Este das portas que abril abriu
No embalo fraterno da tua luta, Ary! 
Para onde corre tanta gritaria, tanta revolta?
Para onde, no meio de poemas e canções
Que o povo ainda sabe de cor?
Avenidas e punhos fartos, de calos e caminhos...
Lágrimas e rugas como marcas de pele tatuadas
Nos rostos das memórias futuras...
Cegueira?
Vê-se tão pouco ao longe! 
Passos cansados e seguros juntos à tua voz
Que me enche este peito já frio
Do calor que ainda mora aqui:
Este das portas que abril abriu
No embalo fraterno da tua luta, Ary!

9 de dezembro de 2012

SiLêNcIoSdEnAtAl

Trago o teu nome na pele
Em lágrimas e saudades de cristal
Que me estilhaçam a alma
De cada vez que ouço os silêncios do Natal

Em frente à mesa, um xaile roto
Como que à espera do teu sábio dedal
Cheiros e cores nas gargalhadas infantis
Que me pintam os silêncios do Natal

Sei que não vens. A minha porta está aberta...
Neste tempo em que o frio aquece sem igual
Carregado das memórias e dos sonhos
Que se cantam nos silêncios do Natal

Sempre, mãe, no fogo dos meus passos
Rio de mim, sangue forte e brutal
O meu presente, no futuro que se constrói
Mesmo quando os silêncios, teimam ser Natal

8 de dezembro de 2012

hÁsEmPrEuMaMoRtEqUeNoSbAtEàPoRtA

Ensina-me a cor das estrelas
O sabor da palavra cantada
Que o horizonte da morte
É memória já cansada

Pode ser uma onda ao fim da tarde
Uma pequena lágrima, talvez
Sei-te na vigília da vida
À espera de nascer outra vez

Pode ser um abraço mais
Em tom de manto eterno e quente
Fica em paz, dorme na história
Que tudo se manterá poema e presente!

3 de dezembro de 2012

pArIsEnÓs

Fiz-me céu no regresso rasante da ternura
Na fonte que se faz rio e perdura
Nos riscos sorridentes do amor 
Nas correntes que o coração tem
Ventre fecundo desta Natureza-mãe
Que me faz teu, poeta e cantor!

Fiz-me voo eterno na voz da paixão
Nos pedaços de mim, longe no sonho, rente ao chão
No cheiro do meu braço pousado em ti
Nos abraços da noite, leito nosso aberto ao mar
Em tudo o que me faz amar-te e ficar
No tempo deste passo forte que me faz ser teu e  estar aqui!

Fiz-me tudo, tanto ao toque de cada saudade
Nos segredos de Paris, meu corpo feito cidade!
Nos frios ventos da pele ao sabor dos dias
Na cintura que aperta a elegante princesa
Nas lágrimas que nos lavam em tamanhas alegrias
E sou teu mais do que uma vez me sossegou esta certeza!

18 de novembro de 2012

aMoRaPrEnDiZ

Volta quente e sereno
Aconchegado num sorriso feliz
Este o meu caminho mais que tanto
Um amor forte, bonito e aprendiz

Canta as suas trovas no leito
No vento que muito me diz
Esta a minha voz mais que tua
Um amor forte, bonito e aprendiz

Tem uma gargalhada de mão dada
Na surpreendente curva da sua raiz
Este o meu passo mais que emoção
Um amor forte, bonito e feliz

Amar-te é assim este tom
De vida que se pinta por cima da cicatriz
Este o meu beijo-abraço pousado em manto
Um amor forte, bonito e aprendiz

Amo-te!

14 de novembro de 2012

aMoReToRrAdAs

Nosso tempo, calor e magia
Que se faz a cada saudade
Um abraço de ternura e alegria
Um sorriso de pele na eternidade

Momentos apenas, a vida inteira!
Tu és um poema em mim
Feito lágrima, silêncio e brincadeira
Coberto de um sonho que não tem fim

Canto sem parar e sem me cansar
Na escrita que faço de mãos dadas
Este é o meu beijo, o nosso mar:
Amor e torradas!

8 de novembro de 2012

p0eMaDeAm0r

Vou escrever nas paredes do céu
Desenhar o meu sorriso no mundo inteiro
Assim, cada sopro da minha respiração
Será um abraço doce em ti
Um pequeno espaço entre nós
Azul na eternidade
No florir do futuro.

Vou pintar o teu nome nas nuvens
Deixar que elas te anunciem
E eu, vigilante e envergonhado,
Suspiro que sou teu.

oTeMp0

O tempo que passa Leva uma flor ao vento Que se faz poesia e raça Fonte, porta e lamento Curva-se o peregrino Sem ter medo da desgra...