11 de janeiro de 2009

cAdAlÁgRiMaQuEvErTeS


Cada lágrima que vertes
É uma gota onde te afogas
Uma peregrina viagem sem destino
Que desagua num cemitério de solidões
Onde os corpos secam…
Os olhos cegam nos clarões espelhados das almas…
As mãos tornam-se inertes e frias…
Os passos vagabundos…
Os gritos lavas que vão consumindo…
… E tudo permanece de joelhos. Em chagas sangrentas de não levar a lado nenhum.
Cada lágrima que vertes
Não constrói uma praia
Não inunda um rio
Não dá de beber aos animais
Não alimenta as plantas
Não torna mais azul
Não beija
Não canta
Não te faz voltar da fuga…
Cada lágrima assim
Não vale a pena.
Faz uma concha com as mãos. Lava a cara com as mãos molhadas de tanto chorar. E inventa o regresso dos sorrisos!

8 comentários:

mariab disse...

Chorar para depois sorrir. Assim deve ser a vida. E as lágrimas devem ser a semente de algo melhor. Beijos

Lídia disse...

... não deixam de ser parte do nosso mar interior. A capacidade de transformação dessas gotas é poderosa... e sim!... transformam-se num sorriso aberto e menos tumultuoso. Bj

mariam disse...

Pedro,

fantástico poema/reflexão!

.... "não torna mais azul" ... mesmo!

e, gostei do olhar encostado ao abraço.

um sorriso :)
mariam

Maria disse...

Tens razão, mas as minhas mãos gelam todos os dias...

Beijo grande, Pedro

Paula Raposo disse...

Lágrimas que não valem a pena...beijos.

Apenas eu disse...

cada lágrima é um pedaço de mim, e cada fuga não me traz de volta.

Leio-te sempre, mas desta vez escreveste tão profundo, numa lucidez transparente que secaste as lágrimas de todos os que por aqui passam.

Vou inventar o regresso dos sorrisos.

Obrigada por mim.

beijo meu

MisteriosaLua disse...

Olá, Pedro!
Adorei! Gosto mais quando escreves assim, em verde-esperança!
Beijos

beteparreirao disse...

Cada lágrima que verto, afoga-me, seca-me, cega-me, grita-me por dentro, destrói-me,...
Não consigo fugir das lágrimas, porque no fundo destes silêncios ainda existe a ESPERANÇA. E só ela me poderá devolver os sorrisos.

Obrigada pela força amigo,

Beijitos, Pedro

aTuAaUsÊnCiA

A tua ausência morde-me o tempo e já não sei muito bem contar. Contar os dias que faltam ou contar os passos obrigatórios. Sabes que o me...