20 de outubro de 2010

nUnCa0tEmPo

Nunca o tempo se perde no caminho
Mesmo quando um vento se arrasta
Ficam as pedras, os castelos, um ninho
Onde se esconde, se deita e se gasta...
Nunca o tempo se perde na alma amante
Mesmo quando o sonho é raiz
Ficam os sabores, os cheiros, um toque distante
Onde uma lágrima inunda por inteiro uma vida feliz
Nunca o tempo se perde no silêncio que dói
Mesmo quando no copro uma semente se eterniza
Ficam talvez o sangue, leito de um passo herói
Onde cada pedaço de flor me protege e avisa
Nunca o tempo fica em mim
Mesmo quando sei a força da minha mão
Ficam os segredos, os enredos, os medos e o sim
Onde se perde o suor que um se fez inquietação

3 comentários:

Silenciosamente ouvindo... disse...

Foi um prazer estar neste blogue
e ler esta poesia.
Voltarei.
Saudações/Irene

MeuSom disse...

nunca o tempo se perde no caminho,
na alma amante,
no silencio a doer,
tudo se aninha no tempo que se eterniza,
o vento, a alma, os sabores, os cheiros, o toque
do sangue a lágrima
na flor a semente
na mão moldada os segredos e os medos
a inquietação
em ti, o meu abraço.

Maria disse...

Nunca o tempo foi tão longo. Ficou parado em mim. Para sempre.

Abraço-te.

aLuCiNaÇã0

Prometo-te um poema de amor, meu amor. Sim, hei-de chamar-te "meu amor"... Posso, meu amor? Gosto da palavra "amor&quo...