1 de outubro de 2010

lEvA-mE


Leva-me.
No voo seguro do tempo que não morre.
No sémen que do meu corpo ainda escorre.
Quando no silêncio te procuro.
Leva-me.
Suga-me a pele nos teus olhos de sorriso aberto.
Cobre-me as mãos de flores e fica sempre perto.
Quando no silêncio te procuro.
Leva-me.
Canta-me o teu ventre materno sem parar.
Segreda-me o teu nome só para me encantar.
Quando no silêncio te procuro.
Leva-me.
Na noite feita em mim inquietação e desejo.
Vento forte que abraço e beijo.
Quando no silêncio te procuro.
Leva-me.
No calor da tua boca fechada.
No leito nosso que se abre pela madrugada.
Quando no silêncio te procuro.
Leva-me.
Faz-me chegar ao céu e ao fim do tempo sem fim.
Como quem me inventa um caixão e um jardim.
Quando no silêncio te procuro.
Leva-me.
Encontra-me de encontro à parede o animal e a besta em fúria e dor.
Ferve-me a alma nas palavras todas, até no amor.
Quando no silêncio te procuro.
Leva-me.
E quando te fores embora talvez,
Devagarinho, muito devagarinho,
Conta-me a história outra vez...
Leva-me.

1 comentário:

Maria disse...

Pedro!!!!!!!
...
acho que volto mais tarde...

Abraço-te!

aLuCiNaÇã0

Prometo-te um poema de amor, meu amor. Sim, hei-de chamar-te "meu amor"... Posso, meu amor? Gosto da palavra "amor&quo...