23 de outubro de 2010

mErGuLh0

Se a vida te tirou a vida
Morte nunca anunciada
Pena infinita e pesada
Alma que caminha ferida...
Boca seca e amordaçada
Corpo que veste a pele cansada
Tempo de uma paixão nunca perdida...
Peito que chora uma trovoada
Olhos de corrente solta e fechada
Dança de raiva sangrenta e contida...
Grita o teu inferno na passada!
Rasga a tua dor e mais nada!
Fome que jamais cai pobre ou vencida...
Vai, luta que o teu nome é palavra sagrada!
Punho que se refaz em cada madrugada
Chão que te sustenta firme e erguida...
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Não te sei escrever hoje. Por isso a minha dor.

3 comentários:

Maria disse...

Tantas vezes mergulho em ti
Para sentir o abraço forte
E respirar apenas mais uma vez
A vida que me vai fugindo
Tantas vezes mergulho em ti
Para fechar a porta à morte
E enterrar na areia os pés
Colhendo lágrimas que vão caindo
Tantas vezes mergulho em ti
Em busca de vida, do meu norte
Que num repente se desfez
Sem perceber o que tinha acontecido
Tantas vezes mergulho ainda em ti
Porque sei que algum dia te vou encontrar
E seremos então apenas um assim
No imenso mar de tanto querermos amar!

Abraço-te, a chover.
Tanto.

OUTONO disse...

Muitas vezes...o poeta...tece as agruras da alma...nas palavras do silêncio e sorri com as lágrimas do desespero.
Muitas vezes...o poeta...pensa que para lá do horizonte, o mundo é inóspita paisagem...sem fluido de ser...e muitas vezes...é preciso chegar à dor...para saber que até a terra árida...é jardim de odores esperança.

Apenas eu disse...

um dia mergulho! se partir a cabeça pelo menos sinto alguma coisa!

beijosssssssss

PoDeSeR

Pode ser que os dias sejam apenas ilusões Pode ser que cada sonho se limite ao sumo das canções Pode ser que um poema consiga abrir o mar Po...