11 de dezembro de 2010

nAdA

Há dias em que tudo parece não existir. Em que o que fica nem sequer esteve...
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Não me peças uma onda
Porque na tempestade, o vazio
Risco-me da história,
Dos recantos da memória
E desfaço-me no frio...
Não me peças nada
Porque o tempo, a morte
Atrevo-me a desejar,
Partir e nunca mais voltar
Quem sabe, um gesto que me reconforte...
Não me peças. Prende-me. Abraça-me só!
Rompo em lágrimas e terror
Longe de mais, sem ti, apenas migalha
Que se estende por onde calha
E se desinventa no amor...

3 comentários:

Lídia Borges disse...

Vale-nos a certeza que outros dias virão. Mais suaves mais felizes em que teremos sempre uma onda para dar.

Um beijo

Maria disse...

Sei que as palavras têm dias. Como os Poetas. Como tu como eu como todos.
Há dias em que, mesmo que o que fica não tenha estado, esteve, sim! Basta querermos. Basta sabermos. Basta senti-lo...

Beijo de boa noite, Pedro.

Apenas eu disse...

Nada ou Tudo.
Tudo o que fica esteve...
Como sou muito bem mandada e só te quero ver sorrir, prendo-te num abraço (e)terno.

Beijo Pedro

PoDeSeR

Pode ser que os dias sejam apenas ilusões Pode ser que cada sonho se limite ao sumo das canções Pode ser que um poema consiga abrir o mar Po...