24 de junho de 2011

dEsTeSiLêNcIo

Deste silêncio que o dia levantou
Inquietação que o meu sangue derramou
Junto ao forte mar que se abre em mim
Perto do tempo que desejo sem fim
Como uma gravidez de passos loucos
Ou um embriagado vagabundo
Que se deita pelos gritos roucos
Com que chora todas as dores do mundo!

Deste silêncio atirado ao meu peito
Flor que brilha no seu amor imperfeito
Junto ao vazio mais completo da memória
Rente ao voo noturno que rasa a minha história
Raiva, fome, salto na eternidade
Deste corpo fraco, pronto a morrer
Que se perde pelos mantos da cidade
Para que este dia passe sem se ver...

3 comentários:

Maria disse...

Como me sabes... em tanto...

OUTONO disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
OUTONO disse...

Muitas vezes o silêncio escuro...traz uma clareira de sóis, no despertar do fim do deserto...no amanhecer da cidade traidora, ou no borbulhar do rio ébrio de forças...carentes.
Muitas vezes o silêncio é o grito mais ousado da vida...e só o silvo da alma que o sente faz eco desse sentir!
Muitas vezes...somos cidade, outras...aldeia...e às vezes miragem...É o correr da sina, na força do fado, na esquina de cada momento...
O teu poema...é um momento teu...que vivi numa leitura silêncio!

LeGeNdA

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