29 de novembro de 2008

eSt0uApEnAs

Estou longe. Perto demais de uma pequena caverna aquecida e escura. Onde me perco nas vozes da poesia. Sento-me junto a um fogo que do meu já me canso. Acendo lágrimas narradas de histórias sem fim. Calo-me. Estou longe. Apenas me apetece o grito. Um infindável e tremendo ronco de dentro que ecoa por toda a parte. Em avalanches de pele. Na inquietude dos passos. Tenho saudades. Onde está o manto areal construído pelas brisas que outrora me iluminavam o sorriso? Quero o regresso. Impaciente volta em torno deste caminho. Estou longe. Pouso em mim para descansar. E desejo que me venhas oferecer um canto de ninar...
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Fotografia de quem de dentro da caverna sabe ler nos meus olhos.

7 comentários:

Maria disse...

Estive perto. Tão perto da poesia cantada dita gritada.
Estou longe. Tão longe do calor fogueira acesa chama.
Apenas recordo. Os gestos suaves as mãos que se dão.
Regresso-me. Nos olhos doces marotos quentes amigos.
Espero-te. Tenho para ti a estrela de alva que foi minha…

Um beijo, Pedro

cristal disse...

Pedro

Passo Apenas para lhe deixar um Abraço.

(...não quero perturbar o encantamento de um momento imensamente poético,imensamente terno...)

Donagata disse...

Pedro, está belíssimo. E como eu entendo essa vontade de soltar O Grito, o som primordial.
Um beijo.

pin gente disse...

estou a um passo
de mim
de ti
do mar.
estou tão perto!
irei no vento
mesmo que travada pela tempestade
irei nas águas
mesmo que frias e revoltas
oriento-me pelas vozes que dizem poesia
sei que terei medo
sei que terei frio
mas sei que chegarei
porque não estou longe
secarei a roupa e as lágrima junto à fogueira na inquietação de ver o tempo passar depressa demais.
o medo vai abandonar-me no calor da noite quando me ouvir cantar cânticos de ninar.


um abraço (de perto)
tinha saudades de aqui comentar

mariam disse...

Pedro,
Sempre longe, mas perto, aqui. Que lindo arremesso, um estrondo de grito que faz eco para além das palavras...

não vejo a fotografia(o meu pc prega-me destas! rsrs), uma pena.

deixo-lhe emoções

porque se abrem e brilham os olhos/
porque se cala a boca num tormento/
são de choro e riso manso os pensamentos
(...)
vão enchendo e aos golfões extravazam a cratera/
crescem em torrentes arrastando escolhos/
em correntes submergem pontes e pontas rumo à foz/
para trás ficou aluvião e terra fértil/
lavam-se as almas em promessas de vida nova


bom resto de feriado e melhor semana
um abraço e um grande sorriso :)

mariam

Paula Raposo disse...

A foto fantástica o poema idem...beijos.

gabriela rocha martins disse...

um olhar

absoluto





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um beijo ,Pedro

aTuAaUsÊnCiA

A tua ausência morde-me o tempo e já não sei muito bem contar. Contar os dias que faltam ou contar os passos obrigatórios. Sabes que o me...