16 de novembro de 2008

sAuDaDe


Solto apenas uma respiração moribunda na tempestade de lágrimas que no meu cansaço as memórias me reflectem. Canto a rouquidão inquieta destas veias sufocadas. Quero hoje sossego. Ir-me embora para sempre. Cair deste precipício que em mim se esgota e se renova como uma maré que vai comendo a praia. Onde está o ar puro? O beijo que faltou? O rumo das planícies? O som das azeitonas? O Norte. O Sul. Volto-me no meu leito pelos trilhos que me vão consumindo. Por isso só consigo desmaiar.

5 comentários:

Maria disse...

Deixa-te cair. As marés sempre refazem os areais que te amparam na queda. A cidade torna-se pesada demais para quem quer voar.
Tenho uma caixa cheia de ar puro. Da ilha. Respiro-o de vez em quando. Por isso volto lá sempre, para trazer novamente a caixa cheia. De tudo!
E a saudade é amanhã!

Um beijo, Pedro

mariam disse...

Pedro,
poema saudade, de poesias vividas ou por viver ... que o desmaio seja breve, renovador e que o peito se lhe encha de novo, de criativo alento ...
é muito bom ler a sua poesia.

boa semana
um grande abraço
e um sorriso :)

mariam

Twlwyth disse...

Tantos trilhos por percorrer... InpirAR, ExpIRAr, desMaiAR, Acordar num novo acorde.

Beijo

gabriela rocha martins disse...

leio.TE

em absoluto silêncio
e volto



.
um beijo

melgadoporto disse...

“O beijo que faltou?”
“O som das azeitonas?”
“O Norte”
“Quero hoje sossego”
Pois mo tirou, a mim, o Sul…
:-)

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