13 de março de 2009

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A solidão que me deixaste cobriu-me o peitoDe todos os segredos que tinha guardadosRasgam-se-me os passos no peso das entranhasVolta e meia sorri-me com manhas e artimanhasPorque nunca mais de mim saíste. Ficaste.Com a solidão que me deixaste.Os tempos revolvem-se na noite e não adormecemNo tormento do vazio ser tão cheioE nunca mais páro de mim; nunca mais a viagem acaba ou começa...E mais um muro se constrói e sem guindaste!Por causa da solidão que me deixaste...Sou um rio em tempestade e sem rumoUm labirinto no precipício que me assalta os dedosUm longo e escuro silêncioQue me deixa surdo de tamanha dor...E assim ficaste. Com a solidão que deixaste...

9 comentários:

Maria disse...

Reconheci-te no meio da multidão. De peito rasgado e sangrando. De dor. A solidão tinha tomado conta de ti e a escarpa ali em frente. O precipício. A vertigem. No meio do mar de gente.
Abracei-te no meio da travessia. De peito aberto, a cantar. De alegria. A solidão ao lado, vestido de branco. A força. a luta. No meio do mar de gente.

Um beijo, Pedro

alice disse...

quantas são as pessoas que passam pela nossa vida e a quem poderíamos dedicar palavras como estas? uma boa reflexão, pedro. um beijo e bom fim de semana.

Apenas eu disse...

ás vezes assim acontece...
a pessoa vai, parte e nós ficamos presos no tempo, que não passa pois fica a fazer companhia á saudade.

beijinhos Pedro

mariab disse...

preso nessa solidão dorida. perdido até encontrar porto.
beijos

eu... disse...

vim até aqui por acaso... mas gostei da imagem... serena... das palvras que traduzem tanto sentir...

Arabica disse...

Rompe-se um dia o mar.

Ana disse...

A solidão como companhia. As palavras também...

Brain disse...

Pedro:

Está é mais uma "daquelas"!

Fantástico!
Continuas em grande forma.

Aquele Abraço!

Brain disse...

Pedro:

Está é mais uma "daquelas"!

Fantástico!
Continuas em grande forma.

Aquele Abraço!

LeGeNdA

Pac-man e suas princesas