12 de junho de 2010

vAgAbUnDoDaCiDaDe


Saía solto sem se demorar
Levava histórias em cada passo seu
O vagabundo só sabia olhar
Pra dentro do que (não) era seu
.
Pedia em jeito de janela aberta
Fechado que estava sempre para a vida
O vagabundo não tinha nunca hora certa
Na chegada que era sempre despedida
.
Cantava às vezes como quem fugia
Por entre as ruas e luzes da cidade
O vagabundo de noite ou de dia
Tinha as mãos em chaga de amor e saudade
.
Às vezes quando se calava
No grito forte de nova morte
O vagabundo tinha quem olhava
Com pena para a sua sorte
.
Talvez eu seja só mais um
Que um dia já bateu no fundo
Mas creio que é muito comum
Termos em nós, um certo vagabundo...

2 comentários:

Maria disse...

Que retrato...
...vagabundo de olhar doce e sorriso quente!

Beijo, com saudades...

OutrosEncantos disse...

Todos temos em nós um vagabundo, sim! E isso não é necessáriamente mau. Sempre que te leio nas tuas "vagabundices"... rss, encontro-lhe até uma certa ternura, que é o que tu transpiras, ternura!
Também todos nós, pela vida fora batemos no fundo algumas vezes!
Vá lá, não queiras ter o exclusivo..., rss!
Estou brincando, Pedro, não gosto de ver-te assim, com essa tristeza dormente!...
Prefiro ouvir-te gritar!...
Deixo-te no meu abraço carinhoso :)

aLuCiNaÇã0

Prometo-te um poema de amor, meu amor. Sim, hei-de chamar-te "meu amor"... Posso, meu amor? Gosto da palavra "amor&quo...