25 de abril de 2011

sEmPrE




Neste chão que piso

Corrente forte da liberdade
Agarremos a fome do que é preciso
As vozes da luta. A verdade!
Cantemos as armas e a força da gente
Do pão saber a nada e o cravo andar sem cheiro...
Neste chão que piso eternamente
Caminho contigo, camarada, amigo guerreiro!
Que país somos nós que apaga memórias e suores?
Que se levanta de olhos fechados, calado e sem esperança?
Que vira as costas aos seus poetas, aos seus cantores,
Que não sabe o valor de um abraço de criança?

Não quero esta liberdade, que fala de cor, sem cor.
Quero pegar na espingarda, por-lhe um cravo e chorar
De alegria e comunhão novos tempos, um novo acordar primaveril!
Não quero estas sombras, que matam as fontes do amor.
Quero erguer o punho ao sol, à palavra... e de novo cantar
De raiva, de silêncios, os mortos, os vivos. ABRIL!

PoDeSeR

Pode ser que os dias sejam apenas ilusões Pode ser que cada sonho se limite ao sumo das canções Pode ser que um poema consiga abrir o mar Po...