3 de fevereiro de 2012

sEmTíTuLo

Brota o segundo do olhar
Junto ao lago triste de um canto
Nada fica, por enquanto
Tudo são tempestades e mar
Quando se aparta o sangue no manto
Que aquece esse doce caminhar...

Ferve terno o passado
No tempo que ainda não vem
Serve-se o choro reluzente e magoado
Da morte que do filho tirou a mãe
E nada volta a estar sossegado
No tudo que um dia ainda tem...

Sobra a flor no sonho que arde
Fervente nos braços de um qualquer amante
No vento que se perde mesmo sendo tarde
Nos passos pesados e cansados do caminhante
No medo corajoso e covarde
Dos silêncios que se gritam adiante...



1 comentário:

OUTONO disse...

...uma saudade que marca, no tempo que corre, onde há um choro de luz como se presente ainda o fosse.

...há uma marca na tua poesia, que me fascina amigo!

Um abraço.

LeGeNdA

Pac-man e suas princesas