21 de agosto de 2010

cAnTeIr0


Na lâmina de um punhal,
Na chaga de um caminho,
Sirvo-me do medo de mansinho
Para que nunca me faça mal
Rego-o como uma flor, prudente...
Pinto-o como um rio que corre
E nesse agasalho é que se sente
O vento que em mim nunca morre...
Porque o tempo faz-se tela
Semeando a cada silêncio um sorriso
E tudo torna mais que bela
Esta voz que me faço e preciso
Servidão de tanto odor e perfume
Entre o grito e o desejo
E visto-me perfeito e sem queixume
Para desfilar no teu peito como um beijo...

1 comentário:

Maria disse...

De areia, vento e pó sou feita
E no caminho apenas os meus passos
Mais uns metros e serei desfeita
Porque me vou perdendo aos pedaços
Assim é quando o vento sopra a direito
E vai bater de encontro ao teu peito.

aLuCiNaÇã0

Prometo-te um poema de amor, meu amor. Sim, hei-de chamar-te "meu amor"... Posso, meu amor? Gosto da palavra "amor&quo...