27 de agosto de 2010

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Passa o tempo, sobra o caminho
Rasgo de mansinho
Uma fúria tanta pintada na poesia que inventas
E tudo o mais é o espaço em que tentas
Fazer o passado nascer.
Só porque não me podes ter...
.
Largam-se os versos, sonham-se os passos
Improváveis cansaços
De uma fonte que depressa se faz ao mar
E tudo o mais é o espaço onde te vais matar
Sem mais nada ter ou querer.
Só porque não me podes ter...
.
Farta caminhante,
Eterna amante
À solta no seu peito aprisionada
Perdida, sem voz e cansada
De mais um dia de nada acontecer.
Só porque não me podes ter...
.
Liberta o teu sangue sobre as águas que choras
Deixa-te ficar e pergunta-te porque demoras
Neste sonho que se vai desfigurando sem se ver
Nos teus olhos que um dia vão acordar e saber
Que para me amares nunca me poderás ter...

4 comentários:

Maria disse...

Às vezes deixas-me sem palavras...
... mas com um enorme sorriso e um forte abraço para te 'esmagar'!

Ailime disse...

Amigo,
Um dia o reencontro vai acontecer na deslumbrante Luz e Paz que só Deus pode dar.
Beijinho.
Ailime

zmsantos disse...

vesti-me com este teu poema, Pedro.

Abraço.

AnaMar (pseudónimo) disse...

Amores assim são os mais dolorosos.
Mesmo que as palavras belas tentem dissimulara dor...

Não te podem ter, porque não te dás?
beijo.

aLuCiNaÇã0

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