9 de novembro de 2010

mAr


Adormece-me o desassossego numa manhã de outono
Larga-me o ventre de amante sempre que a maré se soltar
São fundas as dores de um peito perdido ao abandono
São eternas as chamas que em nós se fazem mar
.
Atormenta-me a tristeza de te ver partir assim
Rompe-me dos sonhos as memórias que um dia souberam cantar
São perfumadas as cores que se espalharam no jardim
Porque se guardam na pele, que em nós ainda se faz mar
.
Aconchega-me os versos que solto ao ritmo da luz
Perde-me outra vez, para de novo me encontrar
São as fomes que o meu leito verte e seduz
Sempre que às cegas, embriagado, em nós, me faço mar

2 comentários:

Maria disse...

Com este mar em frente é impossível deixar de sentir que também somos mar.
Perdi-me na fotografia, Pedro...

zmsantos disse...

E eu perco-me no universo do Pedro.
E nos olhos da Maria me perco, também.

aTuAaUsÊnCiA

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