25 de janeiro de 2012

SoLiDã0

Encontrei a solidão na palma do meu canto
Rumei ao inferno atrás de um rio escuro
Nada me implicou assim, por mais que tanto
No fervilhar mágico de um toque tão puro


Roubei o infinito às estrelas
Escrevi o céu em sangue solto e quente
O meu nome, perdido por entre as flores mais belas
Trai-me o sonho que ainda me alimenta este presente


Chorei as horas do tempo assim tricotado
Janelas e encruzilhadas de encontro ao teu olhar
Grito a parede suja, nesse beco abandonado
Aberto ao parto sofrido de uma onda do mar


Parei a morte no prenúncio do vento frio
Estremeço na vida vagabunda da inquietação
Todas as voltas nas cores de um forte e frágil arrepio
Brotam dos momentos em que de novo encontro a solidão

3 comentários:

Maria disse...

O tempo é renda tecida na espuma das ondas que rebentam do teu olhar quando te fazes rio olhando o céu
A vida é o sorriso que te desperta todas as manhãs olhando o mar quando acordas de mais uma noite de breu
O sonho é sangue fervente que te corre nas veias sem parar. Mais uma canção para cantar. Um estremecer de inquietação. E nas tuas mãos o meu coração.
Quem te disse que estás em solidão?

mariam disse...

Grande poema!

beijinhos e bom fim-de-semana :)
mariam

OUTONO disse...

...leio a tempo o sublinhado de uma escrita com tempo...

aLuCiNaÇã0

Prometo-te um poema de amor, meu amor. Sim, hei-de chamar-te "meu amor"... Posso, meu amor? Gosto da palavra "amor&quo...