11 de março de 2011

0h0rIz0nTeSiLeNcIoSoDeStEcAiS

Já perto da ausência o meu calor segreda-me o futuro
Pede-me um suspiro mais. Para sossegar o vento.
E o meu peito foge, queima em canto maduro
De um fruto a rebolar pela montanha que invento.
Sopro-me sonhos, memórias, brincadeiras na areia
Num tempo que não sei se conheço.
E a minha voz foge, arde-me numa dança que serpenteia
Tudo o que deixo e tudo o que ainda peço.
Verto-me as saudades por entre a ambriaguês fugidia
E nada se perde das falésias e das viagens imortais.
Porque sou toda a noite que sucede ao dia
Sentada no horizonte silencioso deste cais

2 comentários:

semseromeunome disse...

poesia linda que quero partilhar convosco. BJS

Rosa Mattos disse...

Quéisso, Pedro!? rs Sensacional!


Gostei mais dessa: "De um fruto a rebolar pela montanha que invento."

aLuCiNaÇã0

Prometo-te um poema de amor, meu amor. Sim, hei-de chamar-te "meu amor"... Posso, meu amor? Gosto da palavra "amor&quo...