8 de março de 2011

SeMpReMuLhEr


Pobre camponesa da terra ardente
Perdes-te no silêncio das searas

Consomes sonhos e luas raras

De esperas vivas mesmo à tua frente...

Pobre peixeira do mar furioso
Carregas a vida entre as mãos e a pele escura

Cantas a dor em forma de ternura
E esperas inquieta no teu coração ansioso...
Pobre mãe dos dias que nunca mais acabam
Recomeças a toda a hora a tua vida
Sentes o cansaço numa respiração perdida
Esperas tanto, no fundo dos olhos que desabam...

Pobre amante deixada ao abandono

No seio do tempo que não é teu

Caída no leito que nunca faz seu

Onde esperas como folha em solidão de Outono...
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Que o universo se levante e se ponha de joelhos!

Que se incline na divina existência!

Somos pó no meio de todos os espelhos!

Somos sangue que jorra a sua própria clemência!

Quero-te sempre em mim, vigilante em tudo o que fizer.

Sei-te natureza e gravidez
Por isso, te encontro, te espero, te desejo outra vez

Por isso e por tudo, sempre MULHER!
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7 de junho de 2010

3 comentários:

Maria disse...

Já te disse que é belo, muito.
Mulher-Mãe-Amante-Companheira-Amada-Mulher!
E continuo a chover aqui.

Abraço-te, forte.

Maria P. disse...

...beijinho*
:)

mariam disse...

Lindo!

beijinho :)

aLuCiNaÇã0

Prometo-te um poema de amor, meu amor. Sim, hei-de chamar-te "meu amor"... Posso, meu amor? Gosto da palavra "amor&quo...